Depois de vários anos a dar aulas, continuo a ficar nervosa no primeiro dia de aulas. No segundo também, e às vezes mesmo no vigésimo dia. Estranhamente, a forma que encontro de ficar calma, é andar com uma caneta comigo.
Pode ser uma caneta colorida, grande, pequena. O objetivo é ficar com as mãos ocupadas se necessário. É que em momentos assim, o problema não é gaguejar ou não saber o que dizer. As mãos são a questão.
Não é necessário ficarmos agarrados à caneta como se a nossa vida dependesse disso. Rodar a caneta nas mãos, pousá-la no queixo ou apontar para algo com ela, já faz maravilhas.
Se forem como eu, depois de relaxarem, a caneta ganha vida própria. Umas vezes fica na secretaria do aluno X, outras vezes do aluno Y, ou chega a cair ao chão. É um bom sinal.
Poucas canetas perdidas = Canetas quietas = Professor tenso, que fica no lugar.
Muitas canetas perdidas = Canetas em movimento = Professor calmo, que saltita pela sala.
Onde estão as vossas canetas?

2 Responses
Achei o seu blog e estou a gostar muito de ler, estou no mestrado em ensino de inglês e gosto muito de ouvir perspetivas de professores de outros grupos, até fico com ideias para aplicar no estágio. 🙂
Fico muito feliz em saber disso! Boa sorte para o estágio 🙂