Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

Como lidar com adolescentes barulhentos

Os meus pequenos adolescentes são muito tagarelas. E com isso eu não quero dizer que querem falar de vez em quando com o colega do lado. Eu quero dizer que, por eles, só paravam de falar para beber água (já agora, mesmo em cima do teclado do computador). 

É aqui que entra a barreira invisível. “Estás a ver esta cortina?”, pergunto ao mais barulhento. Ele olha para mim num misto de desconfiança e divertimento. “Esta cortina é invisível e separa-te do teu colega”. A partir daí o grupo baixa o tom.

Também tenho outra técnica, que é a de chamar a turma dizendo “Oi meninos! Não, vocês não são meninos. Oi turma! Oi adolescentes! Oi humanos!”. Eles riem-se e percebem a mensagem, diminuindo o tom.

Quando a situação está grave, eu amuo. Calma, não amuo realmente. Cruzo os braços e faço de conta que sou uma criança chateada, que só vai parar de olhar para eles quando houver silêncio. Costuma resultar.

A minha sala não é silenciosa, longe disso. É uma sala onde há barulho, há sempre alguém a comentar algo, a dizer uma piada ou fazer uma pergunta sem levantar o braço. Mas é um barulho controlável e, a meu ver, é uma sala contente.

Ambiente barulhento numa sala de aula

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