Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

Intervalo? O que é isso?

Sabem aquelas histórias mirabolantes, com uma boa dose de informação e assuntos variados? Quando um aluno confia em ti, no final da aula tens direito a várias. Para mim, é a maior prova de sucesso enquanto professora. Sim, às vezes a história é um pouco longa demais e eu preciso do meu intervalo. Mas, independentemente disso, adoro conhecer melhor os meus alunos.

“Este fim de semana fomos ao Alentejo!”

“Professora, sabe o que acontece quando juntamos coca-cola e mentos? Eu sei!”

“O meu irmão mora no Luxemburgo, sabia que lá as pessoas ganham muito mais?”

E assim continua. Eles ficam tão entusiasmados ao contar as últimas novidades que me contagiam e, quando dou por ela, já estão alguns alunos à porta a perguntar se podem entrar. Não porque seja hora de entrada, mas sim porque os pequenos insistem em chegar antes da hora. Quando ouço a porta ranger e vejo umas cabecinhas curiosas a aparecer, é hora do meu aluno falador ir a correr para a  próxima aula. 

Vejo-o a ir embora e penso: não é desta que vou lanchar. As cabecinhas entram, mais os seus olhos esperançosos, e eu deixo-os entrar com um sorriso dizendo “Está bem, podem entrar, mas eu preciso dos meus 2 minutos!”. Nesses 2 minutos preciosos bebo água, preparo o material necessário e pergunto-me “Qual é coisa, qual é ela, que adia comer mas fica cheia?”

Imagem de um relógio, significando o intervalo bastante curto que os professores têm.

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