Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

Ensinar Python: quando os alunos pedem mais

“Hoje vamos dar mais exercícios de «Pitôm»?”

“Professora, pode ver se a minha resolução do terceiro exercício do «Pitôm» está certa?”

De “Pitôm” não sei, mas de Python com certeza. As aulas de Python foram daquelas aulas em que eu entrei a dançar valsa e saí a dançar samba. O meu entusiasmo era tão grande que eu não queria que as aulas acabassem. Foi contagiante. Os alunos estavam constantemente a chamar-me, felizes com a sua pirâmide em asteriscos usando um ciclo for. Ouvi o nome “Professora” tantas vezes que, se alguém me tivesse chamado pelo meu próprio nome, eu pensaria que não era para mim.

Ver os meus pequenos a virar os computadores para longe uns dos outros para ninguém coscuvilhar, foi a maior prova que tive de que a aula estava a correr bem. Os alunos estavam tão orgulhosos da sua resolução dos exercícios (bem puxados por sinal), que queriam o merecido mérito. 

Enquanto eu dançava pela sala, os alunos pediam exercícios mais difíceis e eu dava com todo o gosto. Não foi necessária cola nos lugares e cheguei à conclusão que a solução não é facilitar, dando exercícios fáceis, mas sim complicar com amor. Os meus pequenos do 3º ciclo são capazes e serão capazes de mais do que eu posso imaginar.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *