Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

O buraco que existe junto ao quadro

“Meninos, estava a falar sobre o quê? Não me lembro!”

Eu tenho muitas brancas. Daquelas meio embaraçosas, mas que agora até acho graça. Já aconteceu chegar ao lugar de um grupo que me tinha chamado, e perguntar-lhes se sabiam porque é que eu tinha ido ali porque eu não me lembrava. Eles acharam muito graça e riram com gosto. 

Sei, por isso, o que é um aluno apresentar um trabalho. É algo que lhes sai do pelo e deixa muitos deles em estado alerta. Não do tipo, “Vem aí um leão atrás de mim”, mas sim algo do género “Está toda a gente a olhar para mim, qual é o buraco mais perto? Não há problema, eu próprio crio um buraco”. 

Assim sendo, se notar o aluno nervoso, muitas vezes deixo-o apresentar do lugar. Sei que é necessário aprenderem a competência de falar em público, mas forçar isso a acontecer é contraproducente e perderíamos, quem sabe, futuros oradores. Cada aluno tem o seu ritmo; uma borboleta voa rápido, mas para isso temos de deixar a lagarta crescer.

Paus de giz coloridos, simbolizando a sala de aula e o crescimento de cada aluno ao ganhar coragem para apresentar.

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