Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

Pode complicar, professora

Eu agradeço constantemente aos meus pequenos, seja por me entregarem uma caneta, ou por terem feito uma apresentação brilhante. Contudo, há algo que nunca agradeci e foi ainda mais importante.

Até agora, eu pensava que estava a dar aulas difíceis, levando os alunos a quebrarem as suas próprias barreiras. Contudo, hoje três alunos vieram comigo no final da aula para me dizerem, com cara de sono:

“Professora, as suas aulas são fixes”

“Mas são muito fáceis, não é como nas aulas de Matemática em que temos de resolver equações e isso”

“Ya, pode complicar”

Fiquei desnorteada de início, apanhada completamente desprevenida. Quando recompus a postura, decidi que ia aumentar o nível. 

Sabia que não podia aumentar o nível para todos os alunos, afinal, há alunos com diferentes níveis de à vontade à disciplina. Então, depois de ponderar e pesquisar muito, cheguei a uma alternativa. 

Gravity Maze, da Think Fun. Um jogo de pura lógica e visão espacial, para os dois primeiros alunos que acabarem de resolver as atividades propostas. Consiste em colocar peças, com pormenores únicos, num tabuleiro, para que uma pequena bola desça de uma peça específica até outra. 

Ora, pensava eu, os alunos vão ter muita dificuldade e vai ser necessário estar ao lado deles para os ajudar (visto ser um jogo bem difícil, por sinal). Mas, mais uma vez, fiquei surpreendida. Em 5 minutos, houve grupos que chegaram ao nível 6. Em 10 minutos, houve alunos que decidiram saltar para o nível 40 e continuar a partir daí, com muito sucesso.

Acho que é mesmo esse o significado da crítica construtiva: ajudar-nos a melhorar a nossa performance, destacando o que não está bem de momento.

Jogo Gravity Maze da Think Fun

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