Sair a dançar para entrar a sorrir

Histórias de uma professora que também aprende

Presidenciais 2100 – Humanos vs Robôs

Estamos no ano de 2100 e os robôs coexistem com os humanos numa proporção de 50/50. Alguns humanos aceitam os robôs, outros desprezam-os e consideram que eles não têm sentimentos. Eis o início do melhor debate a que já assisti.

A atividade consistia em dividir a turma em vários grupos: humanos, robôs e cientistas. Estes deviam interpretar o seu papel e defender os seus direitos. Acrescentei também juízes que deviam votar no grupo que melhor tinha argumentado e justificar a sua escolha.

Os novos cidadãos do futuro vibraram com a atividade. 

“Os robôs vão roubar os empregos dos humanos! Vamos ficar sem trabalho, os cientistas não os deviam ter inventado!”

“A culpa não é dos cientistas, nós só queríamos um mundo melhor.” retorquiram os cientistas.

“Os humanos vão poder sim, dedicar-se a um emprego que gostam realmente e não fazer trabalho pesado, que vai ser feito por nós! Não é justo para os robôs” adicionaram os cidadãos metalizados.

Dizem que de futuro vai ser possível viajar para o futuro. Não vai, já é. Naquelas horas, eu senti realmente que tinha sido teletransportada para 2100 e aterrado num debate dos vários partidos políticos, robôs incluídos, em que os juízes eram a sociedade. 

Vou escrever uma carta aos cidadãos não humanos do futuro e enterrá-la no quintal numa garrafa de vidro. Essa carta vai estar assinada com “Professora da Sala 25 – aquela que provou que a autenticidade não pode ser repetida”.

Evolução dos robôs

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