Existem decisões difíceis como escolher um partido político. Quem vai melhor governar o país? Quem assegurará melhor os direitos dos cidadãos? São decisões complicadas, mas a meu ver, não tão desnorteantes como escolher entre um (ou mais) alunos a chorar e uma turma a chamar por ti.
Quando me vejo nesse dilema, escolho os alunos a chorar. Tenho consciência que o resto da turma vai pôr em prática o filme do Tarzan e talvez até apareçam lianas na sala. Porém, não consigo e não quero deixar um aluno a chorar sozinho. São em momentos de vulnerabilidade assim que eles mais precisam de nós, quando se sentem sobrecarregados e não sabem lidar com as emoções.
Ser professor é muito mais que ensinar matéria: é ajudar na regulação emocional, é limpar lágrimas e, ao mesmo tempo, minimizar os estragos dos pequenos Tarzans. Eles ainda não sabem, mas os meus pequeninos Tarzans vão tornar-se seres humanos espetaculares.
