“Meninos, estava a falar sobre o quê? Não me lembro!”
Eu tenho muitas brancas. Daquelas meio embaraçosas, mas que agora até acho graça. Já aconteceu chegar ao lugar de um grupo que me tinha chamado, e perguntar-lhes se sabiam porque é que eu tinha ido ali porque eu não me lembrava. Eles acharam muito graça e riram com gosto.
Sei, por isso, o que é um aluno apresentar um trabalho. É algo que lhes sai do pelo e deixa muitos deles em estado alerta. Não do tipo, “Vem aí um leão atrás de mim”, mas sim algo do género “Está toda a gente a olhar para mim, qual é o buraco mais perto? Não há problema, eu próprio crio um buraco”.
Assim sendo, se notar o aluno nervoso, muitas vezes deixo-o apresentar do lugar. Sei que é necessário aprenderem a competência de falar em público, mas forçar isso a acontecer é contraproducente e perderíamos, quem sabe, futuros oradores. Cada aluno tem o seu ritmo; uma borboleta voa rápido, mas para isso temos de deixar a lagarta crescer.
