Os meus alunos são o meu orgulho. Seja por terem coragem de questionar, de esperar pela sua vez de falar, ou por terem conseguido dizer em voz alta a primeira frase em meses. Tanto nos dias em que estão agitados e é preciso respirar fundo, como nos dias de calmaria: olho para a sala e vejo um mar de olhos na expectativa.
“Será que esta aula vai ser interessante?”
“Será que a professora gostou do meu trabalho?”
Também há outro tipo de perguntas (meio) silenciosas.
“Porque é que a professora trouxe este casaco? Não combina.”
Para mim, cada aula é uma aventura. Literal e figurativamente. Contudo, tal como nas aventuras, quando é em excesso cansa. A personagem precisa parar, retomar o fôlego e pôr mãos à obra novamente.
Comecei a escrever porque os alunos precisam de professores. Continuei a escrever porque os professores precisam de energia.
